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Por Administrator
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| PREVISÃO - TEMPO |
PREVISÃO EM LAJEDO DE SOLEDADE - (APODI-RN)
Segunda-Feira, 23 de Março de 2009
NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS.
Temperatura: Estável max.: 35ºC Min.: 22ºC.
Vento Direção: E-S
Intensidade: FRACOS/MODERADOS
Nascer do Sol: 06:35h. - Ocaso do Sol: 18:41h.
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| " O Começo " |
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No ano de 1956, Vingt-un Rosado que conhecia o Lajedo pregou sobre a importância das pinturas rupestres , defendendo a sua preservação.
No ano de 1966, o sacerdote holandês Pe. Pedro Neefs, morando em Apodi, organizava grupos de estudantes para conhecer “os letreiros” do Lajedo de Soledade.
Dodora participou desses grupos de estudantes e apaixonou-se pela constituição rochosa e pelas pinturas rupestres e mesmo sem conhecimento começou a defender a sua preservação.
No ano de 1978, já trabalhando, Dodora mandou fazer 30.000 cartões postais, com motivos do Lajedo de Soledade e distribuiu esses cartões mundo a fora, doando a sua imensa maioria para arrecadar fundos e investir na proposta da preservação/manutenção.
No ano de 1988 a Petrobrás enviou o geólogo Geraldo Gusso, numa missão de reconhecimento da área da Chapada do Apodi, e o mesmo conheceu o Lajedo de Soledade, dele falando para a Petrobrás, que a partir de então interessou-se pela sua preservação.
No ano de 1990, vendo que a destruição avançava a Petrobrás designou uma equipe comandada pelo também geólogo Eduardo Bagnoli, acompanhado dos ambientalistas David Hasset, Francisco William, entre outros, e aqui ao lado de Dodora foi empreendida toda uma campanha de recuperação, limpeza das áreas, conscientização da comunidade a respeito da importância das pinturas rupestres.
A partir daí a Petrobrás investiu na construção do Museu, demarcação das áreas, treinamento dos guias, divulgação do trabalho e o projeto tornou-se a maior referencia em turismo arqueológico, ambiental do nosso Estado.
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| A ORIGEM GEOLÓGICA DO LAJEDO |
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O Lajedo de Soledade, maior exposição de rocha calcária da Bacia Potiguar, situa-se em sua borda Sudoeste, próximo a cidade de Apodi.
Sua origem esta ligada a própria evolução dessa bacia sedimentar, que teve inicio há aproximadamente 140 milhões de anos, quando forças que agiam no sentido de separar os continentes africano e sul-americano criaram uma depressão delimitada por falhamentos de direção Nordestes. Esta depressão foi sendo inicialmente preenchida por sedimentos fluviodeltaicos e lacustres da Formação Pendência e, por volta de 110 milhões de anos, totalmente aterrado por sedimentos fluviodeltaicos e lagunares da Formação Alagamar. Após o período de erosão depositaram-se arenitos e folhelhos fluviodeltaicos da Formação Açu e carbonato da Formação Jandaira, que mais tarde seriam expostos a erosão, formando o Lajedo de Soledade.
Na região de Soledade está deposição carbonatos se deu durante a Era Mesozóica no Período do Cretáceo Superior, há cerca de 90 milhões de anos atrás, num ambiente marinho raso/costeiro, onde se desenvolviam barras-de-maré e praias. Essas eram constituídas por fragmentos de conchas de moluscos e esqueletos calcários de outros organismos marinhos. Nesta época a fauna aquática era composta de uma grande variedade de moluscos (ostra e caramujos), equinodermas (ouriço e estrelas-do-mar) e algas, podem encontrar os vestígios destes animais quebrando a própria rocha. A fauna terrestre era constituída principalmente por dinossauros, que posteriormente viriam a desaparecer por completo e misteriosamente do nosso planeta, (não nenhum indicio de que os dinossauros tenham habitado a região do lajedo). Porém, podemos encontrar vestígios desses animais no Rio do Peixe, Souza/PB, que habitaram a região a cerca de 110 milhões de anos atrás, deixando as suas pegadas.
A exposição do calcário da Formação Jandaria à ação da erosão e do intemperismo criou nas últimas dezenas de milhares de anos, ravinas, cavernas e belas esculturas naturais. Mas para o lajedo chegar a formação atual ele passou por três grandes processos.
SITUAÇÃO INCIAL
As camadas sedimentares estão inalteradas, apenas cortadas por fraturas. Nessa época o Lajedo encontra-se, provavelmente, coberto por solo.
SITUAÇÃO INTERMEDIARIA
Época úmida (chuvosa). As correntes de água que provavelmente formaram até mesmos rios se encaixam no sistema de fraturas, a abrindo estreitas ravinas o fendas. A erosão causada pela chuva (rios), retira a camada superior de solo expondo o lajedo a ação direta da chuva que começa a esculpir sua superfície.
SITUAL ATUAL
Com o prosseguimento da erosão as fendas vão se abrindo e aprofundando, formando cavernas e abrigos sob rocha onde antes existiam camadas sedimentares menos resistentes. Na superfície do Lajedo formaram-se lindas esculturas naturais conhecida pelo o nome de lápias Lacustres – Vazio, falha, vão, pequena abertura a cavidade. Lagunares - Braço de mar com pouca profundidade entre ilhas, entre bancos de areia ou entre desembocaduras de rios.
Eduardo Bagnoli PETROBRAS/DEPEX/DEBAR |
| PALEONTOLÓGIA NO LAJEDO |
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(VESTÍGIOS DE ANIMAIS DO PLEISTOCENIO DENOMINADO ANIMAIS DA MEGAFAUNA)
Paleontologia vem do grego: palaios = antes + ontos = ser + logos = estudos, ou seja, estudos dos seres antigos.
Ela se define como a ciência que estuda os fósseis, tais como restos ou vestígios de organismo (animais ou vegetais) que viveram em épocas passadas e se conservaram nas rochas.
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| ANIMAIS FÓSSEIS NO LAJEDO DE SOLEDADE |
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No Lajedo de Soledade encontra-se desde de moluscos e equinodermos do cretáceo superior (cerca de 90 milhões de anos) fossilizados no calcário da formação Jandaria, assim como ossos de animais que viveram no período glacial (Pleistocenio) cuja a idade, estima-se, esteja por volta de 30 mil anos., (no Lajedo estimas-se por volta de 11 à 15 mil anos), os famosos dinossauros também habitaram a região durante o cretáceo. Seus vestígios (ossos e pegadas), ( porem só foram encontrado vizinha bacia do rio do Peixes (PB) e na chapada do Araripe (CE/PÉ)).
Registro do encontro de ossos de animais pré-históricos do Lajedo de Soledade data de muitos anos. As escavações e estudos sistemáticos, porém, só tiveram inicio em 1993, com as pesquisas do Professor Leon Diniz Dantas de Oliveira (DEPARTAMENTO DEPT GEOLOGIA/UFRN) e de Maria de Fátima C. Ferreira dos Santos (PESQUISADORA DO MUSEU CÂMARA CASCUDO/UFRN). A convite da Fundação Amigos do Lajedo de Soledade, que financiou o projeto.
No Lajedo de Soledade os mamíferos são representados pelas ordens EDENTATA (preguiças-gigantes, glipitodontes – tatur-gigantes), PROBOSCIDEA (mastodontes), PERISSOCACTYLA (cavalos), ARTIODACTYLA (paleolamesses e porcos), NOTOUNGULATA (ordem completamente extinta e cujo os animais lembravam um hipopótamo)...
Os fósseis de Soledade procedem de escavações feitas por leigos para a limpeza do Olho d´água, coletas esporádicas na superfície do Lajedo e escavações sistemáticas realizadas no local antes conhecido como tangue da mulher, hoje denominado “ravina do Leon”, em homenagem a esse grande pesquisador. Nesta ravina a escavação se concentrou numa fenda estreita que forneceu peças como dentes, ossos de pés e mãos de fragmentos de osso longos (costelas, pernas e braços de animais). O processo de fossilização do material é há permineralização, os quais consistem no preenchimento das partes esponjosas dos ossos pelos minerais ocorrentes do meio, principalmente óxido de ferro. Alguns ossos encontravam-se completamente soltos nos sedimentos enquanto outros estavam fortemente cimentados, chegando a formar brechas ósseas. Os estudos prosseguem agora no Laboratório UFRN, na tentativa de identificar as centenas de fragmentos de ossos coletas.
Maria de Fátima C. Ferreira dos Santos MUSEU CÂMARA CASCUDO / UFRN
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| ARQUEOLOGIA NO LAJEDO |
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(VESTIGIOS DEIXADO PELOS OS ANTEPASSADOS)
Arqueologia é uma ciência que trabalham com comparações usando técnicas de outras ciências. |
| TRADIÇÕES E ESTILOS NA ARTE RUPESTRE |
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TRADIÇÃO NORDESTE - cor vermelha, amarelo, preta e alguns caso verde e azul. O termo tradição Nordeste surge a partir de numerosos sítios com pinturas localizadas na região de São Raimundo Nonato no SW do Piauí, estendendo as outras regiões do Nordeste. Pode-se encontrar pinturas da Tradição Nordeste claramente identificada n Bahia, no Município do Morro do Chapéu – na Chapada Diamantina, SW do Piauí e no sul do Rio Grande do Norte. A tradição Nordeste é facilmente identificada por suas características e variação dos temas, tais como numerosas formas de danças e cenas de caça. Pois os nossos antepassados costumavam pintar aquilo que eles praticavam no seu cotidiano, ou no dia-a-dia. Outras características identificáveis são as pinturas dos grafismos de composição, geralmente de pequeno tamanho 5 à 10 cm.
TRADIÇÃO AGRESTE – cor vermelha e amarela. Dentro da tradição agreste encontram numerosos sítios rupestres no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí, com maior concentração de sítios, até agora assinaladas no Agreste pernambucano, motivo pelo qual leva este nome. As características da tradição Agreste são grafismos de grande tamanho sejam eles de composição ou puros 15 á 30 cm. Geralmente eles desenhavam aquilo que eles viam no seu dia-a-dia, com pinturas soltas sem um contexto ou até mesmo do seu inconsciente (fruto da sua imaginação), tendo cenas raras de grafismos de ação, o que é também uma característica da tradição Agreste. Típico da Tradição Agreste é a representação de desenhos grotescos, também de pássaros de asas abertas e longas penas. O que pode ser visto no Lajedo de Soledade – Apodi-RN.
TRADIÇÃO ITACOATIARA – Gravuras sobre rocha. A Tradição Itacoatiara, de gravuras esquemáticas sobre rocha é a mais extensa e de mais difícil estudo. Seu expoente máximo está na Itacoatiara da Pedra de Ingá. Tendo uma grande concentração no Nordeste. As gravuras da tradição Itacoatiara em 99% das vezes foram feitas nos cursos d´água, em contato direto com ela. O que pode ser também encontrado no Lajedo de Soledade. |
| TIPOS DE GRAFISMOS |
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Ao visitar o Lajedo de Soledade você poderá encontrar três tipos de grafismos: composição, puro e ação.
GRAFISMOS DE COMPOSIÇÃO – Em termos gerais é o grafismos que podemos identificar, o que pode ser facilmente encontrado nas paredes do Lajedo. Grafismos de Composição que ser encontrado no Lajedo: araras, centopéia, papagaio, sol, lagarto, etc.
GRAFISMOS DE AÇÃO – Como é um caso raro na Tradição Agreste, temos uma única forma que se encontra na Ravina da Dodora/Lajedo de Soledade. Os grafismos de ação é a pintura que representa uma ação, o que pode ser identificada pela posição de movimento representa pela pintura.
GRAFISMO PURO – os grafismos puros são os predominantes no Lajedo de Soledade. Os grafismos puros são aquelas pinturas que não são identificada ou formas geométricas não identificadas, desenhos grotescos do seu inconsciente. |
| TÉCNICAS DE PINTURAS DO LAJEDO |
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A cor predominante é a vermelha, embora se encontre, em alguns painéis, a cor amarela e preta. A limpeza a nitidez dos traços demonstra maestria na preparação das tintas, com: óxido de ferro, sangue de animal e gordura vegetal (leite de plantas), tanto pela consciência correta para evitar corrimento, como pelo conhecimento de misturas naturais, os quais permitiram que grande parte das pinturas atravessassem os tempos que indelevelmente, sem perder, mesma, em alguns casos, o brilho original.
Cinco técnicas de pinturas e desenhos foram executadas individualmente: ponta dos dedos, com pequenos galhos, com pincéis primitivos, com bastões de ocre ou carvão e com mãos carimbadas. Os carimbos de mãos podem ser observados literalmente por cima de outros desenhos, o que significa que o mesmo tenha sido a ultima representação gráfica.
Os carimbos de mãos têm desenhos bastante elaborados, o que pode significar, que eles tenham sido usados em formas de cultos ou rituais de passagens de fases, carimbos tanto de crianças como de adultos. Se tratando das gravuras como a própria tradição, foram feitas em períodos chuvosos onde o curso de d´água facilitava o trabalho dos antepassados.
Assim, no estágio dos estudos, as evidências apontam para a caracterização de complexo de pinturas e gravuras do Lajedo como um centro cerimonial de grupos pré e proto-histórico, não tendo sido, portanto, um lugar de habitação permanente, mas de ocupação temporária e seletiva.
Da aproximadamente das pinturas é de entre 3.000 à 10.000 mil anos.
Os antepassados que passaram pelo o Lajedo de Soledade usavam os acidentes geográficos denominados Ravinas, para curralar os animais, e com suas armas, pedras, lanças, flechas, para poderem matar os animais com mais facilidade, pois os animais ficavam cercados e não tinha como fugirem.
Paulo Tadeu de S Albuquerque - ARQEUOLOGO/UFRN |
| Fotos Lajedo de Soledade |
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